Enquanto o povo grita por uma país mais sensato, incluindo um transporte público digno,

o mercado aguarda o leilão do trem-bala que ligará Rio de Janeiro a Campinas e São Paulo, inicialmente, marcadopara19 de setembro. O projeto tem investimentos previstos de R$ 35,6 bilhões. Esse montante é 12 vezes maior do que os R$ 2,86bilhões previstos para a expansão do metrô de Belo Horizonte.

Com os recursos do trem-bala, também daria para duplicar pelo menos um terço de toda a malha rodoviária estadual de Minas Gerais que ainda tem traçado simples. Hoje, segundo estudo da Confederação Nacional de Transporte (CNT), o Estado tem 14,37 mil km pavimentados.

Desse total, 12,9 mil km (90%) não são duplicados. As contas consideram o volume gasto para duplicar a BR–381. Os gastos serão de R$ 2,6 bilhões, para 303 km de Belo Horizonte a Governador Valadares, o que dá uma média de R$ 8,5 mil 32% da malha estadual simples.

O governo vai bancar as obras do Trem de Alta Velocidade (TAV) com empréstimos bancários que serão pagos pela receita com as passagens. Depois, serão contratadas outras companhias para manter as linhas e explorar as estações. O coordenador doMBAde Logística da Fundação Getúlio Vargas (FGV/ IBS), professor Renaud Barbosa da Silva, lembra que há mais dinheiro público envolvido, já que oBNDES deve liberar recurso para os concessionários. “O BNDES deve financiar com juros subsidiados e é o governo quem subsidia isso”, ressalta. Segundo Silva, falta planejamento para infraestrutura.

Published On: 01/07/2013Categories: Gerais

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