A redução das alíquotas do Imposto de Importação (II) para uma lista de 100 produtos para a indústria de transformação, anunciada pelo governo federal, poderá abrir espaço para o aumento dos desembarques no país.

Os setores mais impactados pela medida seriam a indústria química, os fabricantes de vidro e as usinas siderúrgicas, de acordo com análise da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

 Na última quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo não renovará a medida adotada em setembro do ano passado em que aumentou o imposto para 100 produtos, visando conter o avanço das importações e proteger a indústria nacional. Para retirar a barreira, o motivo apontado foi a valorização do dólar verificada nos últimos meses, o que compensaria a redução das alíquotas, e necessidade de conter a pressão inflacionária no país.

 Porém, especialistas alertam para a volatilidade do mercado. O problema do argumento utilizado pelo governo, segundo o especialista, é que o câmbio não é fixo. Uma retração do dólar frente ao real poderia anular os efeitos da valorização registrada nos últimos meses. Dessa forma, será preciso acompanhar o desempenho de cada setor para avaliar os impactos da medida governamental.

 A alíquota do imposto dos produtos incluídos na lista variava entre 8% e 12%. Com o aumento anunciado no ano passado, alguns itens passaram a ser taxados em até 25%. A elevação do tributo tem validade de 12 meses, e podia ser prorrogada até 31 de dezembro de 2014. Com a decisão, a partir de outubro as alíquotas voltarão ao normal.

Em Minas Gerais o maior impacto poderá ser verificado na indústria siderúrgica, uma das principais atividades econômicas do Estado. O setor, que atravessa um período de turbulência, foi beneficiado com o aumento dos impostos e vem registrando queda na importação direta.

Published On: 05/08/2013Categories: Gerais

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