O calendário eleitoral indica que os governadores, neste momento, deveriam estar acelerando os investimentos públicos para ter o que mostrar nas campanhas de 2014.

A apenas 11 meses das eleições, porém, metade dos Estados está investindo menos do que em 2009 – e isso apesar de todos, com exceção do Amapá, terem elevado a arrecadação acima da inflação no mesmo período.

Nos 12 meses encerrados em agosto de 2013, o governo de Tocantins, por exemplo, investiu apenas R$ 507 milhões, menos da metade dos recursos aplicados nos 12 meses encerrados em agosto de 2009, em termos reais – já considerados os efeitos da inflação. A comparação é feita em relação há quatro anos porque os investimentos são fortemente afetados pelo ciclo eleitoral, no qual o governante costuma “fazer caixa” no início da gestão e abrir os cofres no final.

Os investimentos são considerados a “fatia nobre” das despesas públicas, porque representam expansão de infraestrutura ou de serviços. Se os Estados arrecadam mais, mas não conseguem investir, é sinal de que uma parcela maior dos recursos públicos se destina a gastos de custeio, aqueles que só mantêm a máquina em funcionamento, sem criar nada de novo para os cidadãos.

Fonte: direitocidadao.com.br

Published On: 02/12/2013Categories: Gerais

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