Mais um trabalhador da indústria de fogos de Minas Gerais morreu, no último domingo, vítima de acidente de trabalho. Amilton César dos Santos, 39 anos, casado, sofreu um grave

acidente no dia 7, por volta das 15h10, quando trabalhava na Indústria e Comércio de Fogos São Pedro, localizada na Fazenda Amarelinha, no distrito de Martins Guimarães, na zona rural de Lagoa da Prata, no Centro-Oeste do Estado.

Socorrido por colegas de trabalho, ele foi levado para o Pronto Atendimento da Fundação José Maria dos Mares Guia, em Lagoa da Prata, sendo transferido posteriormente para o Hospital João XXIII, na capital. O trabalhador, que prestava serviços no setor de estopim, sofreu queimaduras em 90% do corpo. Com a gravidade das queimaduras, no último domingo Amilton não resistiu aos ferimentos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogos de Artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica, Antônio Camargos dos Santos, em apenas um mês, entre 7 de julho e 8 de agosto, seis acidentes foram registrados nas fábricas da região, um dos maiores pólos de fabricação de fogos do País, com mais de 4 mil profissionais.
 
“Mais uma vez, lamentamos a morte de um trabalhador, vítima de acidente no trabalho. Isso prova que temos que intensificar a luta para que outros trabalhadores, especialmente da indústria de fogos, não percam suas vidas no trabalho e acabem virando apenas um número nesta trágica estatística. Por isso, reforçamos o apelo às autoridades competentes para que olhem com atenção especial pelos trabalhadores desta categoria tão sofrida, que corre risco de morte na luta pelo pão de cada dia”, disse o presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha.

Os principais motivos dos acidentes nas fábricas de fogos, na avaliação de Antônio Camargos, são as precárias condições de trabalho, falta de equipamentos de proteção individual e de capacitação profissional. “Nas empresas da região, as condições de trabalho são muito ruins e nem sempre as empresas fornecem os EPIs necessários aos ‘fogueteiros’. Além disso, os trabalhadores costumam ser contratados sem qualquer experiência e não recebem o devido treinamento para lidar com pólvora e explosivos”, afirmou.

Published On: 14/08/2013Categories: Gerais

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