Nenhum consórcio composto apenas por empresas brasileiras poderá participar do leilão de concessão à iniciativa privada do Aeroporto Internacional Tancredo Neves,

em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a não ser que ocorram alterações no edital, que deverá ser publicado em novembro. Isso porque o novo operador do terminal precisará ter experiência em aeroportos com, no mínimo, 35 milhões de passageiros por ano.

A exigência foi bastante criticada na audiência pública realizada ontem pela manhã, em Belo Horizonte, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Inicialmente, a experiência exigida era de 5 milhões de passageiros por ano. Agora, a proposta é que o operador já tenha experiência em administração de terminais com movimentação anual de 35 milhões de pessoas. Essa empresa terá a participação mínima de 25% no consórcio.

Porém, nenhum aeroporto localizado no Brasil tem movimentação de passageiros tão elevada. Em todo o mundo, apenas 33 aeroportos se encaixam nesse perfil e somente 30 empresas operam neste patamar. Ou seja, caso nenhuma das 30 companhias se interessem pelo aeroporto de Confins, o leilão será inviabilizado.

No aeroporto de Confins, por exemplo, passam anualmente 10,4 milhões de passageiros ao ano. Espera-se que, durante os 30 anos de concessão, o número chegue aos 43,3 milhões de passageiros, o que equivale a um crescimento anual de 4,7%.

Published On: 19/06/2013Categories: Gerais

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