Conselho Federal de Administração promove Fórum de Gestão Publica, de 6 a 8 de junho, em Brasília, com time reforçado de especialistas nacionais e internacionais.

O Brasil viveu dias de caos pelo desabastecimento, resultado direto da greve dos caminhoneiros. Embora com a rotina bagunçada e em meio à já instalada crise política, moral e ética, a grande maioria dos brasileiros apoiou o movimento. É como se a mobilização representasse o desejo geral por mudanças efetivas nos rumos que o país vem tomando: nos preços de combustíveis e além.

O cientista social francês, Gilles Lipovetsky, que vem ao Brasil especialmente para abrir o Fórum de Gestão Pública, do Conselho Federal de Administração (CFA), em Brasília, de 6 a 8 de junho, defende que o país vai gerar uma nova relação com a política.

“Podemos ver um momento novo na história da democracia que consiste na erosão da confiança dos cidadãos para com os líderes políticos, partidos e até com uma série de instituições democráticas. É o que chamamos de crise da desconfiança nas democracias”, enfatizou Lipovetsky, cuja palestra abordará os ‘Novos papéis nas relações da Sociedade com o Estado’.

Corrida eleitoral
Embora imerso em uma das suas mais graves crises, o país caminha, sem expirar, para as próximas eleições presidenciais, de governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Nesse cenário, o resgate dos ideários da Gestão Pública no Brasil favorece a reflexão sobre quais são os caminhos necessários ao tão almejado desenvolvimento econômico e social.

“O Estado precisa ser, ao mesmo tempo, regulador, prestador de serviços e investidor. Não há crescimento com o funcionamento por demanda e políticas paliativas”, ressalta o presidente do Conselho Federal de Administração, Wagner Siqueira, que falará sobre ‘O exercício de Política e Poder no redesenho da gestão do Estado’. Filho de Belmiro Siqueira, o Patrono dos Administradores no Brasil, Wagner é autor de mais de dez livros sobre Administração e de quatro outros sobre política e ação legislativa, entre eles ‘As Organizações são Morais?’.

Luz no fim do túnel
Se por um lado o desinvestimento público nas necessidades e prioridades da população gera e retroalimenta a insatisfação com a Gestão Pública, por outro, segundo Gilles Lipovestky, acaba por estimular outras formas de engajamento político.

“A volatilidade e indecisão dos eleitores são reflexo do desmoronamento da ideologia política, mas a falta de interesse pela corrida eleitoral não significa que a população esteja alheia ao que acontece no país. Com a crise de desconfiança, surgem outras formas de engajamento político, de participação. Isso é um sinal de vitalidade da vida democrática, que não funciona mais, unicamente, com a participação eleitoral, mas também com outras formas de participação pré-eleitorais e pós-eleitorais”, certificou Lipovestky.

Controle
Para alcançar um clima geral de confiança e de boa governança no Brasil, o economista e cientista político belga, atual presidente do Instituto Internacional de Ciências Administrativas (IIAS), Geert Bouckaert,defende que todos os poderes do Estado devem trabalhar em sinergia com os Órgãos de Controle Externo.

“Todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) seguem essa lógica. A boa governança vem do equilíbrio”, resumiu Bouckaert. O especialista abordará as referências na Administração Pública no mundo com a palestra ‘O Estado da Arte na Gestão Pública Global’.

Serviço

Fórum de Gestão Pública
Quando: De 6 a 8 de junho de 2018
Local: Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, Brasília, DF.
Mais informações no site http://www.fogesp.org.br

 

 

Published On: 06/06/2018Categories: Destaques SAEMG

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